Realizado em: 2005
Por: Fabio
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"Você fez parte da banda ASARADEL, que tocava black metal, o que levou você a mudar o direcionamento da sua música nesse novo projeto, a trabalhar com a música gótica e se dedicar tanto a esse estilo completamente diferente do Asaradel, sua banda anterior? Desde aqueles tempos, você já apreciava Gótico?
(Getúlio)ASARADEL foi magia pura! Foi uma banda de fases interessantíssimas! Os primeiros cinco anos foram de total obscurantismo, fazíamos coisas muito loucas, uma vez tocamos no antigo GARAGE no Rio de Janeiro, e levamos no ônibus um arsenal de artigos de funerária, uma mochila repleta de velas, ninguém entendia nada; mas na época o cenário era muito pesado, pedia essas extravagâncias mórbidas e, vivíamos pela morbidez. Literatura? Crowley nas veias! Eu morei numa república com uns caras muito pirados, com ratos... No meu quarto tinha uma bandeira do Crowley, às vezes víamos alguns espíritos e comemorávamos isso... Depois surgiu o “Norwegian Black Metal”, e tudo perdeu aquele encanto, aquela coisa de ficar endeusando Varg [Nota do R: Varg Vikernes, mentor do Burzum] foi ficando chata, apareceu um milhão de bandas xerox das bandas da Noruega, e aí descobri BALDELAIRE e nomes mágicos que os Góticos adoravam como LACRIMOSA, DEATH IN JUNE, etc... me identifiquei totalmente com o Goticismo e ASARADEL virou Gótico com a entrada de Joy no baixo, gravamos um EP oficial que hoje tem sido muito procurado, mas, fomos injustiçados pela “mídia” na época; muita gente sacaneou o Asaradel, o cara que assinamos não fez nenhuma divulgação do disco, foi como ter lançado mais uma demo, entende? Aquilo foi deixando a gente triste, e desistimos. Comecei no Gótico em 1996, e um álbum que me marcou muito foi o “Inferno”do Lacrimosa."
Entrevista completa:
http://www.oocities.com/secretsentrevistas/entrevistagargulavalzer1.html?201019#ixzz0zxCdYzWW