A intenção da criação deste blog se fez perante a necessidade de uma discussão séria sobre um dos gêneros mais polêmicos de todos os tempos dentro do metal, o black metal.
Este estilo tem particularidades ideológicas, filosóficas e musicais, que o distinguem de outras vertentes do metal.
Além disso, será debatido os vários subgêneros dentro do Black Metal para buscar compreender o porque destes diferentes rótulos, tais como pagan, atmosferic, NSBM, entre outros.
Por fim, serão postados entrevistas, álbuns e vídeos de bandas relacionadas ao estilo, assim como texto de grandes pensadores que influenciaram o Black Metal como um todo.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

SABAOTH

O texto subsequente foi extraído do encarte do cd SABAOTH - SABAOTH, achei interessante este texto pelo fato de abordar de uma forma sucinta mas concisa, o início do estilo caracterizado hoje como Black Metal, com referências a grandes ícones do estilo e como o mesmo influenciou a cena paraguaia, assim como de toda cena sul-americana, mostrando assim o nascimento da banda SABAOTH, e sua importância em todo o Paraguai. Acredito que todos nós, saudosistas da velha escola, gostariam que o Black Metal se mantivesse como esta narrado no texto, com um ímpeto de espalhar o caos em forma de música e quebrar com os padrões musicais vigentes da época, o Death Metal. E não a vergonha que esta hoje, (com raríssimas exceções) este movimento muito mais preocupado em arrematar $$$ e fãs de cabeça vazia, do que disseminar o obscurantismo e a negritude de outrora. O Black Metal se vendeu para a mídia esquecendo o conceito pelo qual foi criado e inicialmente difundido. Como Akhenaten do Judas Iscariot mesmo afirmou: "O Black Metal está no ano da propaganda". E digo mais, não apenas no ano da propaganda e sim "Na era da propaganda".




No início dos anos 90, um imparável impulso por conhecer novas formas musicais que transcenderiam o horizonte artístico do Paraguai que a região oferecia, levou a um reduzido grupo de amigos a iniciar correspondência com pessoas de sua geração que viviam na Europa, e que se confrontavam com a emergente cena que mais tarde se denominaria BLACK METAL. Aquilo que começou com uma troca de cartas entre músicos de distintas latitudes, foi-se convertendo em um sistema de crescente intercâmbio de idéias, pensamentos e materiais (demos em formato cassete) graças ao reconhecido fenômeno underground chamado TAPE TRADERS. Eram tempos em que as bandas de Death/grind Metal dominavam o movimento mundial de música extrema. Deicide, Morbid Angel, Entombed, Morgoth, Obituary, Napalm Death, Carcass, Dismember, Immolation e bandas afins marcavam a tendência que adotariam os grupos em formação nesta época. Por fim, todos os relacionamentos com artistas que trabalhavam com sons novos, que exploravam recursos técnicos inovadores, e que exibiam com fúria propostas absolutamente inovadoras e alejadas daquele status quo vigente, encontravam verdadeiro alívio e emoção. Estes jovens suíços, suecos, gregos e especialmente provenientes da Noruega, estavam crescendo com bandas até então desconhecidas e de escassa trajetória para uma cena internacional com seguintes nomes (Emperor, Thou Shalt Suffer, Samael, Burzum, Rotting Christ, Mayhem, entre outras). Não distante disso, seus logos artísticos moldados em condições mínimas e viscerais, se tornariam algo de dimensões incomensuráveis.


E neste conceito nascia SABAOTH, união de três músicos que, espontaneamente e energicamente, inauguravam um estilo musical desconhecido e escondido para a cena nacional. Em 1992, o corpsepaint, a introdução do teclado em uma banda de metal extrema, as linhas melódicas inseridas na crueza de seus acordes, a voz rasgada, totalmente aleijada do tom gutural do death metal, eram elementos totalmente opostos aos componentes que davam corpo ao panorama musical do Paraguai e incluindo a América do Sul. Dentro deste culto que se espalhava em 1993. Logo, o crepúsculo do sul, e paralelamente a isso ardiam igrejas em Noruega e Suécia, onde se perseguiam e prendiam músicos acusados de assassinato, possessão de armas e profanações; se iniciam blitz no Paraguai em busca de seitas satânicas e eram fechadas lojas de discos, se profanavam cemitérios e templos; pequenos lugares no interior do centro de Assunção acolheram um trio chamado SABAOTH, e um número crescente de pessoas empenhadas em coroar e pedir canções como Offering Ritual e Martyrium.


É complicado, e quase impossível referir-se a um trabalho por mim mesmo. Em tal sentido, só me cabe dizer que SABAOTH – SABAOTH é um álbum que exibe um Lord Norrack potente e brilhante, e um exuberante e carismático Zerthineth, que concentra e revela um espírito de uma época, sua energia, seu efeito às vezes mágico, as vezes devastador; uma brutal ousadia que em todos vão deixar marcas indeléveis.


Amigos, fãs, façam deste disco um material de Culto, como um dos pilares da discografia do metal paraguaio. No que diz a meu ver, me encantaria mantê-lo vivo e vigente, relembrá-lo neste labirinto de recordações chamado SABAOTH.



SABAOTH ANTES:



SABAOTH DEPOIS:



TEXTO ESCRITO POR ZETHYAZ.
TRADUZIDO, EDITADO E POSTADO POR ALVER 1349.

ALBUNS PARA DOWNLOAD:

SABAOTH - SABAOTH (1995): http://www.mediafire.com/?2dmoeywzgyk





SABAOTH - WINDJOURNEY (1999): http://www.megaupload.com/?d=2F4B5LOS




SABAOTH - LES ILLUMINATIONS (2008): http://www.megaupload.com/?d=FLW9SZK9





terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Chavajoth - Dies Irae



O Selo Svartgalgh Recs.(Holanda) anuncia o lançamento da demo "Dies Irae" para 27 de fevereiro de 2011 na Europa.

O primeiro trabalho da banda mineira de Conselheiro Lafaiete provando que o Black Metal se mantém firme e forte. Basta saber procurar, a essência permanece oculta no meio de tantos gritos.

http://www.myspace.com/chavajoth

HWHY

Veni, omnipotens aeterne diabolus.
Para libertar as Negras Chamas para aquele que não mais adormece.

Fogo Negro de Ahriman!
Archote de Lúcifer!
Veneno de Taninsam!
Queimem o tolo e falso deus!

Chavajoth que arde em chamas!
Conduza os quatro negros elementos da Noite,
Para a Sombria Mãe que porta o Veneno, Ama!

Chavajoth que desperta as Serpentes do Abismo!
Traga a Negra Luz de Sitra Ahra
E destrua o Demiurgo, doentio idealismo!

Tohu!
Bohu!
Chasek!
Caos, Vazio e Escuridão!
Apenas o forte e o eleito detêm a Sombria Chama Acausal,

Chavajoth das 11 forças anti-cósmicas!
Abra os portões das obscuras dimensões
E destrua as parvas existências míticas!

Traga a Primeva Realidade
E sacrifique este mundo,
Para que sacrifiquemos a nós mesmos,
Sem piedade.


Uma passagem da entrevista http://taverna-pe.blogspot.com/2010/09/entrevista-com-lord7campas-o-criador-do.html

Peste. – O que você sugere ao público, de caráter cultural?
LORD7CAMPAS – Eu sugiro que quando as pessoas forem à algum show,que elas não fiquem Moshando feito palhaços,algumas músicas não foram feitas para diversão,principalmente o Black Metal,eu sugiro que elas tentem entender as letras,e criem uma sintonia com a música,para conseguir sentir o que ela quer passar.


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Entrevista: Varg Vikernes:


Por Amarildo • fevereiro 28, 2010

O site Metal-Rules.com conduziu recentemente uma entrevista com o mentor do BURZUM, Varg Vikernes, com perguntas sobre “Belus”, o novo álbum da banda, e outros assuntos.
Segue a tradução da entrevista na íntegra.

NOTA: Varg é um assassino confesso, defensor da supremacia branca e possivelmente um incendiador de igrejas. As citações foram traduzidas da fonte citada e não expressam a opinião do site Whiplash! nem de nenhum outro senão a do próprio Varg Vikernes.

Metal-Rules.com: Um bom dia de inverno norueguês para você, Sr. Vikernes! Como vão as coisas por aí, provavelmente há muita neve…

Varg Vikernes: Bom dia para você também. As coisas vão bem na Noruega. Há muita neve, mas é assim que deve ser. Era assim quando eu era uma criança, e eu estou contente de ver o verdadeiro Inverno de volta. Por alguma razão ninguém mais tem falado sobre aquecimento global…

Metal-Rules.com: Depois de 11 anos sem lançar material novo, como você começou a criar as músicas e o conceito geral para o novo álbum, “Belus”? Foi um grande desafio compor grandes melodias e riffs que satisfizessem sua mente?

Varg Vikernes: Na verdade eu estive ativo todo o tempo, até certo ponto pelo menos, então eu nunca precisei retomar qualquer coisa. A música do disco ‘Belus’ foi feita antes, durante e depois de meu encarceramento.

Metal-Rules.com: Com uma base de fãs internacional, eu estou certo de que haverá alguns fãs que devem estar um pouco desapontados com o fato das letras do álbum serem todas em norueguês. Há um motivo para você não haver escrito nenhuma letra em inglês?

Varg Vikernes: Sim, há uma razão; o imperialismo americano. Os romanos exigiram que todo o mundo falasse latim, e os E.U.A., um país moralmente falido, tenta e quer ser o novo Império Romano, e o seu latim é o idioma americano (“inglês”). Eu sei que tenho uma base de fãs internacional, e é por isso que você pode encontrar traduções das letras do álbum para o francês, russo, italiano e possivelmente outras línguas no website burzum.org.

Metal-Rules.com: Como você acha que o novo álbum será recebido pelos fãs do Burzum, tendo em mente que 11 longos anos se passaram desde que seu álbum anterior, “Hlidskjalf”, foi lançado?

Varg Vikernes: Eles parecem gostar [do novo álbum].

Metal-Rules.com: Por que você decidiu não liberar todas as 11 músicas inicialmente planejadas para integrar o álbum “Belus”? As três faixas que ficaram de fora não se ajustavam ao conceito do álbum ou você planeja liberá-las mais tarde em outro lançamento do BURZUM?

Varg Vikernes: O tracklist que você viu não era definitivo. É assim que o processo de fazer álbuns funciona, você faz mudanças o tempo todo até se sentir satisfeito, e então você grava o álbum. Isso é tudo.

Metal-Rules.com: Agora que você tem à sua disposição tecnologias de gravação cujo acesso era sempre limitado ou simplesmente inexistia na prisão, as pessoas podem esperar uma produção para o novo álbum que soe diferente dos álbuns anteriores do Burzum?

Varg Vikernes: A produção está melhor, assim como o som, mas não se diferencia muito dos álbuns de metal lançados anteriormente. Continua soando cru e áspero, exatamente como eu queria que soasse.

Metal-Rules.com: Há algo especial nas letras de “Belus” que você quer que as pessoas percebam e entendam sem provocar suas mentes com metáforas complicadas que você pode ter incluído nos seus textos?

Varg Vikernes: Eu realmente acho que é melhor que as pessoas possam ler as letras e terem suas próprias opiniões a respeito, ou caso não queiram ter uma opinião, que lhes seja permitido ouvir o álbum sem sentir que eu tento forçar goela abaixo um “verdadeiro” significado para as letras. A arte deve ser percebida da forma mais subjetiva possível, se qualquer um quiser ver algo em “Belus” que eu não tinha planejado está tudo bem.

Metal-Rules.com: A arte gráfica dos álbuns do Burzum sempre refletiu sentimentos obscuros, frios, mas também uma beleza que enche os olhos. Qual o processo padrão a partir do qual você escolhe uma arte para a capa e a declara adequada para o BURZUM? Você tem uma certa visão em mente de como a arte de álbum deve ser?

Varg Vikernes: Eu sempre tenho uma certa visão.

Metal-Rules.com: Você ainda é um fã da obra “O Senhor dos Anéis” de J.R.R.Tolkien? Como muitos sabem, seu antigo pseudônimo “Count Grishnackh” provém do Orc Grishnákh. Eu sei que as histórias contadas por Tolkien devem muito às lendas escandinavas, e eu imagino que nisso consiste seu principal interesse, mas como um fã de Tolkien, eu estava um pouco curioso para saber sua opinião e de que forma a obra de Tolkien foi uma inspiração pra você.

Varg Vikernes: Isto pode te desapontar um pouco, mas eu devo confessar que meu interesse por Tolkien decaiu dramaticamente no decorrer dos anos. Suas habilidades lingüísticas são incríveis, suas histórias são ótimas e fascinantes, mas… sua perspectiva era muito Judaico-cristã, e o uso que faz das criaturas míticas é muito… ignorante. Ele até mesmo admitiu isso; quando escreveu o Senhor dos Anéis ele teve que corrigir seu engano de fazer o “hobgoblins” maiores que os “goblins” em seu trabalho anterior. Ele percebeu que na mitologia é o contrário disso que se observa, e assim ele criou os uruk-hai, para ter uma criatura que se assemelhava ao “hobgoblin” de sua obra anterior.

Varg Vikernes: Suas outras criaturas fantásticas, como os anões e os elfos, também são muito, muito diferentes dos anões e elfos da mitologia que ele usou como fonte. Os anões mitológicos (também chamados elfos negros) são habitantes dos túmulos, feios e escuros, enquanto os elfos mitológicos (ou elfos claros, se preferir) são meros espíritos. Os anões são originalmente os corpos dos antepassados mortos, ao passe que os elfos são seus espíritos. É dito que os anões forjaram armas poderosas e outros objetos porque os mortos eram enterrados com os seus pertences, e os vivos entravam em suas tumbas (no Dia das Bruxas) para coletá-los, ou de fato para “tomá-los de volta”, já que eles se viam como os mortos renascidos – e estes objetos lhes pertenciam.

Varg Vikernes: Agora, o mundo de fantasia de Tolkien ainda pode ser fascinante, maravilhoso e bonito, mas não é nada mais que fantasia, e eu prefiro o mundo de fantasia mitológico que o mundo de fantasia moderno de Tolkien. Em linhas gerais é isso.

Varg Vikernes: Ah, e aquele filme hollywoodiano do Senhor dos Anéis foi realmente uma porcaria, uma verdadeira decepção. É o que Hollywood sempre faz, mesmo com as boas histórias…

Metal-Rules.com: Todos os álbuns antigos do BURZUM são tidos como marcos do gênero black metal. Você se sente orgulhoso pelo papel essencial do BURZUM na definição deste gênero do Metal e pela imensa influência do BURZUM sobre bandas mais jovens?

Varg Vikernes: Sim, eu me sinto orgulhoso se o que você diz é verdade.

Metal-Rules.com: Você considerou escrever uma autobiografia para dar sua versão completa da história em suas próprias palavras e acabar de vez com as mentiras e rumores que sempre acompanharam o BURZUM? Entrevistas, seu website, e artigos podem ajudar bastante nisso, mas um livro oficial cobrindo sua vida é algo que os fãs do BURZUM apreciariam bastante!

Varg Vikernes: Talvez, mas nesse momento estou ocupado com outras coisas. Pessoalmente eu gostaria que os artigos publicados no site burzum.org fossem o suficiente… eu gosto de manter algum anonimato e privacidade.

Metal-Rules.com: Após passar tantos anos na prisão, foi estranho estar livre de novo no “lado de fora”? Você se considera um homem verdadeiramente “livre” agora?

Varg Vikernes: Não, na realidade eu não sou livre, nem mesmo no papel. Eu tenho que me apresentar uma vez por mês a um oficial de liberdade condicional, e isto é considerado parte da minha “pena”. Mentalmente e espiritualmente eu fui livre durante todo o tempo, mas agora que as paredes foram trocadas por leis eu ainda continuo sendo fisicamente um prisioneiro. Nós somos todos prisioneiros, e a maioria de nós tem sido desde a introdução da agricultura – em algum ponto na Idade de Pedra…

Metal-Rules.com: Depois de estar afastado da sociedade por 16 anos, avanços modernos como cartões de débito, iPods, mp3s, internet, telefones celular etc te supreenderam? Você sente como se estivesse permanecido em algo como uma urdidura do tempo, tendo “ficado para trás” enquanto a sociedade evoluiu na sua ausência? Houve qualquer outra dificuldade de reintegração?

Varg Vikernes: Estar a 120km por hora numa estrada apenas para descobrir em seguida que a “bem conhecida” estrada à frente foi completamente reconstruída pode ser uma revelação surpreendente, e isto aconteceu algumas vezes. Eu de fato me sinto como um homem de Idade de Pedra em 2010, mas o choque maior para mim é ver como a sociedade se degradou de tantas maneiras. “Liberdade” é atualmente algo ainda mais relativo que antes, e todo o mundo parece estar conformado com isto. Dificilmente há qualquer evolução para se ver em qualquer lugar, eu vejo principalmente degeneração.

Varg Vikernes: Reintegração? Então você considera que eu alguma vez fui uma parte integrada desta sociedade? Eu acho que não. Não mais que um urso em um jardim zoológico, tentando dar o fora…

Metal-Rules.com: Em muitas entrevistas você lamentou a atual situação de sociedade/humanidade moderna. O que está fazendo você para mudá-la ou, na sua perspectiva, salvá-la? A sociedade está perdida em a tal ponto que você não sente mais nada pelos humanos comuns e se tornou impiedoso?

Varg Vikernes: Sim, este barco furado está navegando para o abismo, e eu escolhi pular no mar e nadar para a praia em lugar de tentar convencer a tripulação cega a acorrentar o capitão insano. Os outros homens inteligentes também já pularam no mar, e nós estamos melhores fora do que com esses que vão se afogar quando o barco afundar. Isso é a sobrevivência do mais apto…

Metal-Rules.com: Enquanto o Cristianismo tem sido seu alvo primário, o que você pensa a respeito do Islã? É uma das religiões que mais crescem no mundo e que também tem seus extremistas. De acordo com ALGUMAS estimativas, a população de Europa será 40% muçulmana antes de 2020. Diante desse quadro, o Islã causa os mesmos sentimentos de desprezo?

Varg Vikernes: Islã? Eu não preocupo muito na verdade; nós lidamos com grupos estrangeiros destrutivos em nosso meio antes, e provavelmente assim o faremos novamente. O humor está mudando na Europa, eu observo isso diariamente. Salve Ricardo Coração de Leão!

Metal-Rules.com: O que você achou do recente documentário sobre black metal “Until the light takes us”?

Varg Vikernes: Pelo que me disseram é ok, mas não assisti eu mesmo ainda, então eu realmente não posso falar muito a respeito.


Fonte: http://whiplash.net/

BELUS DOD TRADUÇÃO






Belus' Død

Seidmannen klatrer opp i tre
finner der jords gamle smerte,
kutter den ned i høstens fred,
med saks skjærer ut dets hjerte.

Eikens løv mot bakken faller,
seidmannen åndene kaller!
Eikens løv mot jorden faller,
seidmannen tryllevers traller!

Løken legges i lintøy ned,
hellige eiketreånden.
Seidmannen sikrer verdens fred;
fruktbarhet, solmakt i hånden!

Eikens løv mot bakken faller,
seidmannen åndene kaller!
Eikens løv mot jorden faller,
seidmannen tryllevers traller!

Der er solens brennende kraft;
der er jordens fruktbare hav;
i seidmannens mektige skaft;
i drottens beåndede stav.


A Morte de Belus

O feiticeiro sobe a árvore
encontra a antiga dor da Terra,
corta-a na paz do outono,
com o saxo extirpa seu coração.

As folhas do carvalho caem sobre o chão,
o feiticeiro invoca os espíritos!
As folhas do carvalho caem sobre o chão,
o feiticeiro entoa seus feitiços.

O ramo é colocado em um pano de linho,
o sagrado espírito do carvalho,
o feiticeiro assegurou a paz do mundo,
fertilidade, poder solar em suas mãos!

As folhas do carvalho caem sobre o chão,
o feiticeiro invoca os espíritos!
As folhas do carvalho caem sobre o chão,
o feiticeiro entoa seus feitiços.

Há a força ardente do sol;
há o fértil mar da Terra;
no poderoso cajado do feiticeiro;
no cetro reanimado do rei.

FONTE: http://www.burzum.org/

ALBUM PARA DOWNLOAD: http://www.megaupload.com/?d=90W7FQ7M

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Belus - Burzum



O que dizer hoje, agora sobre o Belus? Sobre o retorno do Burzum? O retorno da “forçada” hibernação, o retorno por detrás das grades materiais porque das grades abstratas seu autor sempre teve ciência dos perigos camuflados e sabe que são bem mais severos. Seu autor, aquele que se chamava Kristian cujo nome fora dado por força maior (família) , porém seu sobrenome é de descendência viking. Tal conflito resultou na “auto-excomunhão” do nome para Varg, Varg Vikernes:



“Getúlio Vargas, que na realidade deveria ter o sobrenome Bueno, já que seu avô paterno assim se chamava, mas que terminou herdando o sobrenome de sua avó, ao assumir pela primeira vez o governo do país, recebeu a visita do Cardeal D. Sebastião Leme. Ele lhe trazia um volume onde havia compilado a árvore genealógica dos Vargas. Desinteressado, Getúlio explicou-lhe que "-se nós, brasileiros, nos aprofundamos muito nessa questão de antepassados vamos terminar, invariavelmente, no mato ou na cozinha".”.

Fonte:


Sim! O nome tem esse peso, as palavras pesam porque são simbólicas e o desorientado pratica esse ato de simbologia sem o devido conhecimento. Do primeiro conhecimento, do conhecimento básico, do auto-conhecimento. Nessa busca Vikernes terminou consequentemente no mato, na sua verdadeira origem e aonde para seu próprio equilíbrio deve permanecer. A história mostra que para chegar a tal equilíbrio ele inevitavelmente teve de ser engaiolado, como “um urso, em um zoológico”. Tudo isso partido de um princípio “pequeno” que não é nada mais nada menos do que honrar suas raízes, na lógica das palavras isso leva a uma: guerreiro. Daqueles que negam a raça como nosso “querido” Getúlio que teve a infelicidade ou não de ter dito aquilo, talvez porque não compreendia o valor do mato e do alimento, o valor da liberdade...







O Burzum já foi vivido, quero dizer que seu lado bestial já foi iluminado, porém ele ainda continua na sombra de uma árvore, como deve ser... Por isso é fato que Burzum e Belus são o que temos de mais próximos da áurea de Varg porque a evidência nas palavras diz que o oculto não é algo a ser explanado, mas sim iluminado cuidadosamente pelo fogo controlado de uma tocha.





Uma viajem sob o Burzum





A face do “espírito perdido e triste” já foi revelada e junto dela oculto nas sombras, oculto na névoa um império poderoso e de natural selvageria extrema, um império de ódio:







            A ordem das artes foi invertida porque o oculto sempre existiu, nas sombras...
            Tudo parecia esclarecido, porém o espírito resolveu caminhar para a selva, de onde surgiu, e assim ele abriu mão de seu corpo físico para caminhar livremente como se voasse. Morreu também com ele aquela arte que praticava, em carne morreu o metal negro, mas nem por isso deixou de existir porque as aparições e revelações também são de ordem natural.
      

      



Assim o Burzum chega ao seu ápice com Hvis Lyset Tar Oss, a luz chega na floresta e revela “Sangue, Fogo, Morte”, causando um giro no seu trajeto porém de forma natural e não de “má consciência” porque a vida e a morte quis assim, o hoje que ficou no passado, na história quis assim.Os vestígios sempre estarão presentes porque são como as marcas de uma cicatriz. Mas algo novo é anunciado aqui, é o começo e o fim do “eterno retorno” Burzum...













segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Ocultan - Atombe Unkuluntu



Considerado por muitos como um dos mais atuantes nomes do Black Metal brasileiro, o Ocultan está liberando "Atombe Unkuluntu", agora via Free Mind Records. Este álbum é conceitual e aborda vários aspectos que fazem parte das raízes históricas da Kimbanda, culto tribal africano que encontrou muitos adeptos aqui pelo Brasil.




Sua atual formação traz Count Imperium (voz e bateria), Lady Of Blood (guitarra) e Magnus Hellcaller (baixo), e foi o próprio C. Imperium quem conversou com o Whiplash! para falar mais sobre o novo disco, convicções religiosas e o cenário underground.
Whiplash!: Saudações... O Ocultan está liberando seu sétimo álbum de estúdio, "Atombe Unkuluntu". Qual o significado de seu título e a relação com a ilustração da capa?
C. Imperium:  "Atombe Unkuluntu" traduzido para o português significa "Obscura Soberania". Tanto o nome do álbum quanto algumas frases são pronunciadas em kimbundo, língua que foi criada para facilitar acomunicação entre as tribos pertencentes ao Reino de Angola/Congo e Moçambique.
C. Imperium: A ilustração da capa é uma representação dos antigos cultos de feitiçaria banta, praticados através de rituais que tinham como foco principal a invocação das almas de seus ancestrais, chamados de Tátas, que com o passar dos anos passaram a ser chamados de Exus.


Whiplash!: O vocalista Legacy deixou o Ocultan bem quando estavam gravando "Atombe Unkuluntu", e você, que já exerce a função de baterista, também acabou assumindo o microfone. Apesar de já haver cantado anteriormente, essa posição é definitiva ou há planos para outra pessoa exercer a função de cantor?
C. Imperium: Gostaria de acrescentar que possuo um projeto solo chamado Warhead 666, onde fui o responsável pela execução de todos os instrumentos e vocais. Creio que este fator acabou de certa forma colaborando muito para uma rápida readaptação aos vocais do Ocultan.
C. Imperium: Após várias conversas resolvemos manter a formação em um trio. Já estamos totalmente adaptados com essa formação, sabemos que a banda pode até perder um pouco ao vivo em relação à presença de palco, por ter que tocar a bateria e cantar ao mesmo tempo.
Whiplash!: A guitarrista Lady Of Blood foi a responsável pelas canções do novo disco, que seguem mais detalhadas e cada vez mais técnicas... Considerando que vocês são casados, como é seu dia-a-dia no sentido de fazer parte de uma mesma banda? Ela permite que o marido dê sugestões no momento de compor?
C. Imperium: Esse fator acaba contribuindo muito para que nós dois possamos conversar muito sobre vários assuntos relacionados ao Ocultan. Quanto à parte instrumental da banda, preferimos deixar que cada um faça a sua parte, ela fica responsável pela criação das linhas de guitarras, Magnus pelas linhas de baixo e sou responsável pelos arranjos de vocal, bateria e letras.
Whiplash!: Imperium, você fez um trabalho interessantíssimo ao abordar as raízes históricas do Kimbanda nas letras de "Atombe Unkuluntu". Seu conteúdo traduzido para o português no encarte foi uma iniciativa louvável e há muita história bacana aí! Até onde esses fatos poderiam ter sido distorcidos ou adaptados pela passagem dos séculos?
C. Imperium: Resolvemos traduzir todas as letras do encarte do CD porque queremos que as pessoas possam compreender bem todo seu conteúdo lírico, já que esse álbum é totalmente conceitual e abrange vários aspectos que fazem parte das raízes históricas da kimbanda. A kimbanda é uma forma de culto tribal que sempre teve como base a crença em seus ancestrais, que foram pessoas que um dia viveram neste mesmo mundo que nós e quando partiram tornaram-se entidades mitológicas.
C. Imperium: Quanto aos fatos serem distorcidos e adaptados com a passagem dos séculos, isso é verdadeiro. Infelizmente muitas pessoas criam coisas em suas cabeças, e hoje em dia é muito comum ver pessoas envolvidas com o espiritismo e ocultismo se utilizarem disso, de mentir para manipular as mentes das pessoas.

Whiplash!: As dúvidas acerca de um assunto como o Kimbanda certamente geram muitos preconceitos por aí. O quanto do Satanismo tradicional existe na Kimbanda, afinal?
C. Imperium: Atualmente muitas pessoas afirmam erroneamente que a Kimbanda é um culto satanista. Essa confusão atribui-se à associação da figura de exu com o diabo. A kimbanda e seus exus nada teem haver com esse conceito ridículo criado pelo catolicismo e judaísmo, onde há um deus que luta eternamente contra seu inimigo.
Whiplash!: O Ocultan nunca escondeu o fato de ser adepto deste culto, o que aumenta ainda mais a polêmica. De que forma o envolvimento com o mal - ou energias consideradas negativas - pode ajudar a construir algo que uma comunidade julgue melhor para si?
C. Imperium: Gostaria de deixar claro que o conceito de polaridades, positiva e negativa, não se equivale ao bem e mal. Acho que cada um tem o direito de acreditar ou seguir o que bem entender. A meu ver, qualquer pessoa que se apega a um culto ou religião, acredita que esta sendo ou será beneficiada.
C. Imperium: O maior problema é que as pessoas acham que tudo aquilo que foge do conceito cristão torna-se prejudicial. Todos nós já estamos cansados de saber sobre os podres que rodeiam o Cristianismo. Isso tudo começou na época da inquisição, onde as pessoas eram mortas por não aceitar o Cristianismo. Hoje em dia as coisas mudaram e eles não teem mais o poder de matar as pessoas, mas por outro lado o preconceito, a lavagem cerebral e manipulação das pessoas continuam. Infelizmente a maioria das pessoas prefere fechar seus olhos e acabam caindo nesse jogo de alienação proporcionado pela religião.
C. Imperium: A meu ver o Cristianismo foi e sempre será o único mal já existente.
Whiplash!: Parte do público já teceu muitos comentários depreciativos pelo fato de Lady Of Blood ser uma entusiasta da moda e proprietária da Extreme Art. Até onde iriam os limites entre a música Black Metal e sua preocupação com visual?
C. Imperium: A Extreme Art trata-se de um trabalho profissional voltado a várias vertentes do rock, metal entre outros. É apenas uma forma de trabalho como qualquer outra. Acho que toda banda deve se preocupar com seu visual. Não concordo com o que algumas bandas estão fazendo ultimamente, tocam de bermudas, bonés, camisetas de times de futebol, entre outras coisas que nada tem haver com todo aquele contexto em que o Heavy Metal está envolvido. Acho que as coisas devem ser levadas a sério, e não da forma que estão fazendo hoje em dia.
Whiplash!: Desde “Profanation” o Ocultan passou a alcançar o mercado externo. Existe algum tipo de retorno por parte do público desses países? Afinal, não deixa de ser exótico uma banda de Black Metal ser pró-cultos africanos, não? Como estão as negociações para o lançamento do novo álbum entre os gringos?
C. Imperium: Temos um bom retorno por parte do público externo. Há muitas pessoas de outros países adicionadas em nosso MySpace. No começo da década de 1990, quando começamos a abordar essa temática, era algo extremamente oculto e exótico, as pessoas não tinham a mínima idéia do que era ou representava a Kimbanda. Mas com o passar do tempo as coisas começaram a ficar mais esclarecidas, principalmente quando começou a surgir bandas de outros continentes abordando o assunto. Posso citar o Disciplin, que lançou um CD com uma música chamada "Kimbanda"; o Ancient fez o mesmo, só que a música chamava-se "Exu", e por último tivemos o Jon, líder do Dissection, assumindo mundialmente ser um seguidor da Kimbanda. Só para complementar, as três bandas citadas são nórdicas.
C. Imperium: Quanto ao lançamento para o mercado externo, até o momento não temos nada concreto, estamos apenas em negociação.
Whiplash!: Vocês veem atingindo um patamar cada vez mais elevado a cada lançamento. Atualmente, quais as maiores dificuldades que o Ocultam encontra para mostrar sua música a um público maior?
C. Imperium: Estamos super satisfeitos com tudo que conquistamos até o momento. Sabemos bem quais são os limites de nossa música. O Black Metal nunca foi e nem será um estilo musical de grande popularidade entre os fãs do Heavy Metal. Infelizmente muitas pessoas relacionadas ao mundo do Metal são cristãs e esse fator é crucial para manter essas pessoas cada vez mais distantes de bandas que abordam temas relacionados ao anti-cristianismo.

Whiplash!: Infelizmente, mesmo com a inegável fase criativa na qual nosso underground se encontra, são sempre as mesmas duas ou três bandas que aparentemente são lembradas. Não há reciclagem... Neste sentido, o que poderia ser mudado para melhor?
C. Imperium: Infelizmente, aqui no Brasil existem essas coisas da mídia em geral só valorizar as bandas mais conhecidas ou que seguem a moda, e também podemos citar aquelas bandas que possuem rabo preso com donos de revistas, zines e produtores de shows. Acho que as bandas mais desconhecidas deveriam ter um maior apoio por parte de todos os veículos de divulgação, para que futuramente possam vir a ser mais conhecidas e valorizadas pelo público. Outra coisa que acho super errado é o fato de alguns produtores de shows estarem cobrando dinheiro de bandas menos conhecidas para poder tocar com bandas maiores. Isso é lamentável!
Whiplash!: Uma curiosidade final: como está o projeto paralelo de Lady Of Blood, o Doctors Of Death?
C. Imperium: Momentaneamente está parado. Ela tem pretensões de lançar uma nova promo até o final desse ano.
Whiplash!: Ok pessoal, o Whiplash! agradece pela entrevista e deseja boa sorte ao Ocultan na divulgação de sua Arte. O espaço está aberto para alguma consideração final...
C. Imperium: Gostaria de agradecer a toda equipe do Whiplash! pelo apoio ao nosso trabalho, e a todos aqueles guerreiros que vem nos acompanhando ao longo dessa longa jornada.


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domingo, 10 de outubro de 2010

História da Le Legions Noire

ALGUNS MEMBROS DA LLN (LE LEGIONS NOIRE)

IMAGEM 01: Lés Legions Noires
IMAGEM 02: Meyhna'ch (Mütiilation)
IMAGEM 03: Belketre
IMAGEM 04: Ääkon Kéétréh in Belketre
IMAGEM 05: Belketre 2
IMAGEM 06: Vlad Tepes
IMAGEM 07: Vordb Dreagvor Uezreevb (Möevöt)
IMAGEM 08: Ääkon Kéétréh
IMAGEM 09: Wlad / Vlad Tepes
IMAGEM 10: Fin De Nuit...
IMAGEM 11: Kéétréh / Vordb
IMAGEM 12: Lés Legions Noires 2
IMAGEM 13: Vagézaryavtre
IMAGEM 14: Lord Beleph'Rim / Vermeth
IMAGEM 15: Vorlok / Brenoritvrezorkre























Lés Legions Noires

Pouco se sabe até hoje sobre os misteriosos membros do círculo francês Lés Legions Noires(LLN). Mas um legado foi deixado, tornando a França um dos países mais obscuros em relação ao metal Negro. O que na minha opinião difere a França dos demais países em termos de Black Metal está resumido apenas a LLN. O grupo era diferenciado, os membros tinham uma visão diferente, um panorama singular, uma forma diferente de criar suas músicas e um fator principal: Idiossincrasia era um ponto forte nesse grupo. As imagens mostram o quanto eram singulares, as diferenças notáveis, pois, na época, existia um certo padrão de Black Metal, não como hoje, aonde o gênero se expandiu e temos diversas formas de expressão. Outros assuntos foram abordados dentro do Black Metal, mas naquela época, o que mais se via era ocultismo e satanismo, o que tornava difícil alguma tentativa de mudança, de sair da mesmice.

Entretanto, a LLN conseguiu isso, abordando esses mesmos temas.

Nota-se claramente o envolvimento dos membros com a filosofia principal do círculo que ia pouco a pouco se fechando e moldando o que seria um marco, mesmo que brevemente desconhecido no Black Metal.

O Início

O grupo começou em 1987, quando alguns dos membros ainda estavam no colegial. No entanto, eles não fizeram música no momento em que se conheceram, mas as idéias estavam presentes na mente de todos aqueles jovens que seriam reconhecidos brevemente no cenário do Metal Negro. Mais tarde, os iniciantes começaram a criar músicas e foi se moldando pouco a pouco um sentimento de recrutamento, convocando outros jovens que aderiam as mesmas idéias, fechando assim, o que futuramente seria o círculo conhecido como LLN. Em pouco tempo, já com o círculo fechado, o grupo foi montando bandas entre seus membros e lançando albuns. Em um primeiro momento a qualidade era pequena, mas pouco a pouco foi se tornando melhor dentro possível. Já em meados de 1992, o gurpo já estava fixado e no seu auge.

Fakes e Paródias

A LLN é vítima de muitos atentados contra sua verdadeira imagem. Houveram tentativas de recriar algumas idéias, as quais não eram da LLN, muitos músicos da França na época tentaram passar a imagem de serem do círculo. Isso causou mais desconhecimento em relação ao grupo, que estava cada vez mais restrito e que de certa forma, não pretendia ser reconhecido por nenhum tipo de público, nem mesmo aqueles que se dizem adeptos do Black Metal. Bandas como Boreb, Hölgräpezúvzaubervörké, Lepetitgrëgorytvrezorkre e Vorlevrunkzrevborposphinctre são membros individuais fazendo paródias da LLN. O que interrompeu e muito a única imagem da LLN foram as diversas falsificações que foram feitas. A LLN foi o grupo mais pirateado de todos os tempos. Diversas bandas tentavam seguir o mesmo caminho do grupo, causando confusão entre os fãs.

Alguns músicos da época tentavam recriar círculos para tentar fazer o que a LLN fazia a tempos, e isso causou confusão e teria enganado pelo menos os fãs comuns para bandas atuais LLN. Muitas bandas que hoje são conhecidas por serem ligadas a LLN são falsas e se agregaram a história apenas, se auto intitulando bandas do grupo. Por isso, o conhecimento e o estudo das verdadeiras bandas é essencial quando se admira o grupo e principalmente para não se ter falsas concepções do grupo.

Também houveram grupos que formaram círculos contra algumas idéias da LLN. Uma guerra dentro do Black Metal Frances vinha se formando. En Culteu Noirev. Mortogtre, Vegevtre, Voicyb Doket são exemplos. O Korp Hate, também formaram um círculo de enfrentamento à maioria das idéias que a LLN seguia.

Muitas bandas francesas também foram classificadas erroneamente como "LLN" à sua semelhança nos estilos de arte.

Este é o caso de muitos pós-1995, principalmente com um membro da LLN que foi expulso por seu envolvimento com drogas pesadas, Meyhna'ch, que na minha opinião foi um dos membros mais geniais do grupo. Ele fez parte de bandas como Gestapo 666, Hell Militia (Ativa), Malicious Secrets, etc. Meyhna'ch era o músico mais destacado e mente aberta do grupo, o que causava certo descontentamento no restante do grupo, mas que de nenhuma forma perdia para os outros em essência obscura e genialidade para fazer as músicas. Ele foi o líder de uma das bandas mais notáveis da LLN, o Mütiilation e hoje atua no Hell Militia.
Foram tantas especulações em torno da LLN que até o Satanic Warmaster do cenário Finlandes tem o mesmo problema. Para usar alguns simbolos que foram eternizados por bandas da LLN, aqui podemos observar o quanto foi importante a existencia desse grupo para o Black Metal mundial.

Um breve visão sobre a LLN

Pouco se sabe sobre esse grupo. Para falar a verdade, eu que estou escrevendo esse artigo, sempre fui um grande admirador da LLN. Sua forma de fazer música, a filosofia que variava entre idéias milenares de destruição e que ao mesmo tempo envolvia fatores do presente. É isso que diferencia a LLN. Singularidade acima de tudo. Podemos observar que o grupo era metodicamente dividido, cada projeto colocava a individualidade de seus membros, cada membro tinha seus respectivos projetos sozinhos, mas também se envolviam em projetos para fundirem suas idéias. E cada um desses projetos tratavam de todos os assuntos que eles queriam passar, todo o ódio, a decadência, a maldição, o sofrimento humano, tudo de mais negativo está impregnado na LLN.

Ano passado estava produzindo o show de uma banda francesa. Conversando com o membro e aproveitando a oportunidade única, perguntei se ele tinha conhecimento de algo sobre a LLN. O músico me disse muitas curiosidades sobre o grupo, coisas que acredito eu, nunca teria conhecimento se não fosse pela boca de um frances que viveu nessa época. O músico me disse que na época era apenas um jovem, tinha em torno de 17 a 18 anos e frequentava alguns bares do local.

Diferente de nosso país, ele disse que na França as pessoas viajam de diversos lugares do país para frequentarem bares que são amplamente reservados para um único tipo de público, nesse caso, esse espaço era para adeptos do Metal Extremo. Na época, alguns membros da LLN, os mais "sociais" vamos assim dizer, frequentavam esse bar também. Todos achavam eles muito estranhos, eram como vampiros, e andavam da mesma forma como se vê nas fotos. Sempre andavam entre sí, nunca conversavam com outros que não fossem do grupo e eram extremamente reservados. O único lugar que se podia encontrá-los era nesse tipo de "bar". Mesmo assim, eram apenas 2 ou 3 membros que podiam ser vistos em algumas oportunidades. O grupo inteiro nunca foi visto junto. Por isso havia especulações de que seriam apenas lenda, o grupo em sí com tantos membros nunca existiu. Meyhna'ch era o único que constantemente circulava em todos os eventos que ocorriam, até porque tinha outros projetos fora do círculo e era mais receptivo para algumas idéias e bandas. Em toda a conversa o músico chamava Meyhna'ch de Willy (o nome de Meyhna'ch é Willy Russeau). Na França, a banda do músico o qual conversei faz muitos shows junto com Meyhna'ch que é lider do Hell Militia.

No final de nossa conversa, ele afirmou que não se sabe de muitos dos membros, que a LLN desapareceu sem deixar rastros, apesar de haver alguns boatos que o círculo está ativo.

TEXTO CRIADO E CEDIDO POR: V. PIGNONE.

ALGUNS ALBUNS PARA DOWNLOAD DA LE LEGIONS NOIRE:

SPLIT VLAD TEPES/ BELKETRE - MARCH TO THE BLACK HOLOCAUST

LINK PARA DOWNLOAD:
http://www.megaupload.com/?d=KLA3AZ7I

MUTIILATION - MAJESTAS LEPROSUS


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